Mercosul aprova projetos e agrega nova categoria a prêmio anual

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Mercosul aprova projetos e agrega nova categoria a prêmio anual

Argentinos, brasileiros, paraguaios e venezuelanos encerraram nesta sexta-feira a 52ª Reunião Especializada em Ciência e Tecnologia do bloco.

por Ascom do MCTI

Publicação: 19/06/2015 | 17:13

Última modificação: 27/10/2015 | 00:48

A 52ª Reunião Especializada em Ciência e Tecnologia do Mercosul (RECyT) aprovou, nesta sexta-feira (19), a proposta brasileira para uma Plataforma Regional de Métodos Alternativos ao Uso de Animais de Experimentação e o acréscimo de uma nova categoria no Prêmio Mercosul. O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Armando Milioni, coordenou o encontro, no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI).

Argentinos, brasileiros, paraguaios e venezuelanos decidiram atualizar o regulamento do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia, já que os critérios de julgamento eram os mesmos desde 2003. A mudança mais significativa foi a inclusão de uma categoria que permita a participação de pesquisadores com mais de 35 anos, individualmente.

"Como a categoria Jovem Pesquisador se destina a graduados de até 35 anos, nós temos um grande número de candidatos nos dez países membros e associados que ficam de fora do prêmio", explicou a coordenadora de Gestão Tecnológica do MCTI, Eliana Emediato. "Chegamos ao consenso de que uma nova categoria precisa ser criada, ainda sem nome definido, para pessoas a partir de 36 anos, com o mesmo valor de premiação de Jovem Pesquisador."

A próxima edição do prêmio deve ser entregue no Uruguai, que provavelmente ocupará a presidência pro-tempore do Mercosul no primeiro semestre de 2016. Emediato reforçou que o tema, "Empreendedorismo e inovação", foi aprovado na 51ª RECyT, em novembro de 2014, em Buenos Aires. "Agora, vamos detalhar as linhas de pesquisa e estabelecer um cronograma de atividades."

Entregue na última quarta-feira (17), a edição 2014 teve poucos candidatos dos países associados ao Mercosul – Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru –, conforme apontou Emediato. A coordenadora-geral de Cooperação Internacional do MCTI, Bárbara Sant'Anna, dispôs-se a apoiar a divulgação do prêmio em redes de pesquisa da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

De acordo com Emediato, as atividades de popularização da ciência associadas ao bloco econômico podem ganhar contribuições de um festival de cinevídeo, proposto pela diretora de Relações Internacionais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva (Mincyt), Florencia Paoloni, e um concurso de desenhos para alunos de ensino médio, por sugestão da Secretária de Ciência e Tecnologia pra Inclusão Social do MCTI (Secis).

Frentes de cooperação

A RECyT aprovou a proposta brasileira de criação da Plataforma Regional de Métodos Alternativos ao Uso de Animais de Experimentação (PReMASul), apresentada em workshop com agências de fomento, na quarta (17), também no CNPq. Inspirada na Rede Nacional de Métodos Alternativos (Renama), a iniciativa tem objetivo de capacitar profissionais, promover pesquisa e desenvolvimento em validação de novos métodos e criar competência laboratorial no Mercosul, a fim de prestar serviços ao setor industrial.

A analista Vânia Gomes, da Coordenação-Geral de Biotecnologia e Saúde do MCTI, informou que o Brasil se comprometeu a dar o "pontapé inicial" do projeto, com R$ 300 mil, a serem investidos em cursos no Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) e nos institutos nacionais de Controle de Qualidade em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (INCQS/Fiocruz) e de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), laboratórios centrais da Renama.

Segundo Vânia, "a proposta consiste em expandir a experiência brasileira nessa área para todo o Mercosul". O passo seguinte seria captar recursos destinados à fase complementar do projeto, de 2017 a 2020, quando se buscaria incrementar a infraestrutura laboratorial dos países e fortalecer a cultura de métodos alternativos ao uso de animais em ensino e pesquisa.

Vânia relatou que na quinta (18), a Comissão Plataforma BiotecSul (CPB) discutiu a proposta argentina para a Plataforma Regional de Engenharia de Proteínas, aprovada por Brasil, Paraguai e Uruguai antes de a Venezuela aderir ao bloco. A CPB deu ao país um prazo de 60 dias para se manifestar acerca da participação no projeto e possíveis meios de financiamento.

Sociedade da informação

O chefe da Divisão de Inovação em Software e Serviços de Tecnologia da Informação do MCTI, José Henrique Dieguez, expôs discussões multilaterais sobre a Plataforma Regional de Mecatrônica, outra proposta argentina, com a finalidade de diminuir a dependência tecnológica da indústria e dinamizar o desenvolvimento inovador do Mercosul, sob coordenação do Mincyt.

Dieguez comentou que a iniciativa avançou desde a 51ª RECyT, com mais detalhes técnicos e financeiros. "Os países foram unânimes em defender seu interesse pelo projeto, por conta da necessidade de aumentar competividade", contou. "E o Brasil foi enfático em afirmar que o projeto tem um alinhamento muito forte com uma política industrial que está sendo construída no âmbito do Ministério, relativa à automação industrial; a ideia seria convergir essas duas ações e chegar a um projeto mais maduro na próxima reunião, no Paraguai."

Ele ainda descreveu uma proposta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) de ofertar sistemas gratuitos e acesso a imagens de satélites, em busca de identificar desmatamento. A unidade da pasta se dispôs a capacitar pessoas do Mercosul para utilizar software e transferir conhecimento relacionado a projetos de geoprocessamento para monitorar o meio ambiente.

Fonte: MCTI