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Insa quer melhorar sistema de monitoramento com dados da seca no norte de Minas Gerais

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Insa quer melhorar sistema de monitoramento com dados da seca no norte de Minas Gerais

Instituto Nacional do Semiárido mantém plataforma com dados sobre chuva, perda de matéria orgânica do solo, degradação ambiental e desertificação em 1.135 municípios. Informações são coletadas a partir de imagens de satélite.

Por Ascom do MCTIC

Publicação: 17/07/2017 | 17:48

Última modificação: 19/07/2017 | 10:11

Coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite da Universidade Federal de Alagoas, Humberto Barbosa, participou da 69ª Reunião Anual da SBPC, em Belo Horizonte.

Crédito: Ascom/MCTIC

O Instituto Nacional do Semiárido (Insa) tem interesse em se aliar a instituições científicas que ofereçam dados do norte de Minas Gerais para o Sistema de Monitoramento e Alerta para a Cobertura Vegetal da Caatinga (SimaCaatinga). A proposta é do coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite da Universidade Federal de Alagoas (Lapis/Ufal), Humberto Barbosa, palestrante no pavilhão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Belo Horizonte (MG).

Barbosa destacou que o norte mineiro integra o semiárido, alvo da plataforma SimaCaatinga, que monitora a seca do bioma, por imagens de satélite, em 1.135 municípios de nove estados. Na visão dele, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) poderiam contribuir com o sistema.

"A gente busca essa articulação, do ponto de vista institucional, mas nada disso impede que uma prefeitura de um município do norte de Minas, desde que esteja dentro do semiárido, consiga informações na plataforma, que é gratuita e do MCTIC", ressaltou o pesquisador. "O SimaCaatinga está disponível desde maio e pode informar desde a quantidade de chuva até a cobertura vegetal, seja para elaborar políticas públicas ou mesmo para gerar um relatório técnico que ajude a decretar estado de calamidade. Antes dessa base de dados, os gestores locais tinham que telefonar para agências governamentais muitas vezes de outros estados, o que atrasava o acesso a algum conteúdo simples e rápido, necessário a uma tomada de decisão."

Desenvolvida pelo Insa em parceria com o Lapis/Ufal, o SimaCaatinga se baseia em uma arquitetura de serviços aberta, que provê a infraestrutura tecnológica necessária para o monitoramento e alerta da cobertura vegetal da Caatinga, por meio de imagens de satélite. Os mapas são gerados para cada mês, com objetivo tanto de fornecer dados sobre a situação do bioma como de mostrar quais os impactos associados a uma situação crítica, a exemplo de perda de matéria orgânica do solo, secas, degradação ambiental e desertificação. A plataforma ainda informa acerca de possibilidades de chuva.

Fonte: MCTIC