Supercomputadores do LNCC e da Coppe recebem 52 propostas de pesquisa científica em edital

Tecnologias da Informação e Comunicação Nanotecnologia Biotecnologia Fármacos e Saúde Petróleo e Gás Meteorologia, Climatologia e Hidrologia

Supercomputadores do LNCC e da Coppe recebem 52 propostas de pesquisa científica em edital

Instituições lançaram chamada para selecionar projetos de pesquisa e educação por meio das máquinas Santos Dumont e Lobo Carneiro. Supercomputação permite avanços em áreas como aeronáutica, fármacos, meteorologia, nanotecnologia, petróleo e gás e segurança cibernética. Projetos devem demonstrar relevância científica.

Por Ascom do MCTIC

Publicação: 16/03/2017 | 15:06

Última modificação: 17/03/2017 | 13:11

Supercomputador Santos Dumont está instalado no Laboratório Nacional de Computação Científica em Petrópolis (RJ).

Crédito: LNCC

O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) – unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – e o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) receberam 52 propostas para uso dos supercomputadores Santos Dumont (SDumont) e Lobo Carneiro (LoboC), em chamada pública aberta em janeiro.

Das 52 propostas em análise, 12 correspondem à categoria Premium, com projetos que demandem maior quantidade de horas de processamento e duração máxima de 18 meses, prorrogáveis. Outras 37 se enquadram na categoria Standard, que aloca pesquisas por 12 meses, também renováveis. Os três candidatos restantes têm fins educacionais, conjunto destinado a cursos de treinamento para usuários do SDumont e a disciplinas de graduação e pós-graduação em instituições de ensino superior e institutos de pesquisa.

As propostas serão avaliadas por um comitê de 22 especialistas. Os projetos devem demonstrar a excelência científica e a relevância da demanda, ao explicitar os aspectos transformadores e o impacto científico esperado. Também é desejável a identificação de possíveis aplicações práticas e inovações resultantes do trabalho. A seleção se abriu a qualquer pesquisador vinculado a uma instituição brasileira, com um problema relevante e que necessite de um sistema computacional de larga escala.

Há projetos relacionados às áreas de física (18 propostas), ciência da computação (18), química (17), engenharias (16), ciência dos materiais (10), astronomia (8), ciências biológicas (7), geociências (6), matemática (6), ciências da saúde (5), meteorologia (4), probabilidade e estatística (3), linguística (2), letras e artes (2), biodiversidade (1) e ciências agrárias (1).

A maioria das propostas saiu do Sudeste: Rio de Janeiro (14), São Paulo (12), Minas Gerais (5) e Espírito Santo (1). Em seguida, estão as regiões Sul, com Rio Grande do Sul (8) e Paraná (2); Nordeste, com Pernambuco (3), Ceará (2) e Bahia (1); Norte, com Amazonas (3); e Centro-Oeste, com o Distrito Federal (1).

Se forem aprovadas, as propostas começam a ser implementadas a partir de abril. Desde o semestre passado, o SDumont opera com 51 projetos científicos e tecnológicos de instituições de pesquisa de todas as regiões do Brasil.

Capacidade

O SDumont e o LoboC integram o Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (Sinapad), circuito de centros distribuídos geograficamente pelo país e coordenado pelo LNCC, com apoio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). A infraestrutura está disponível para instituições públicas ou privadas, para suporte a atividades de ensino, pesquisa e desenvolvimento.

Nó principal do Sinapad, o SDumont é uma plataforma petaflópica, ou seja, realiza mais de 1 quatrilhão de operações matemáticas por segundo. Já o LoboC tem capacidade de 226 teraflops, quer dizer, pode executar 226 trilhões de operações matemáticas por segundo. Inaugurado em julho de 2016 pelo ministro Gilberto Kassab, a máquina da Coppe é o mais potente supercomputador instalado em uma universidade federal do país.

A supercomputação possibilita avanços em diversas áreas, como aeronáutica, bioinformática, farmacologia, meteorologia, nanotecnologia, petróleo e gás e segurança cibernética. O sistema deve aperfeiçoar, ainda, serviços de alerta de desastres naturais, análise de riscos financeiros, educação, governo eletrônico e saúde. Em pesquisa básica, as aplicações envolvem, por exemplo, a simulação de modelos cosmológicos de expansão do universo e a modelagem de cenários climáticos a serem gerados pelo aquecimento global.

Fonte: MCTIC