Previsão climática do MCTIC indica agravamento da seca no Nordeste entre fevereiro e abril

Recursos Hídricos Desastres Naturais Meteorologia, Climatologia e Hidrologia

Previsão climática do MCTIC indica agravamento da seca no Nordeste entre fevereiro e abril

Documento divulgado nesta segunda-feira (6), após reunião extraordinária do Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal (GTPCS) do MCTIC, aponta que a de probabilidade de chover abaixo do normal na região é de 40%. Já as chances de chuvas acima do previsto são de apenas 25% no próximo trimestre. Especialistas chamam a atenção para a situação dos reservatórios e os impactos na agricultura e no abastecimento de água para a população.

Por Ascom do MCTIC

Publicação: 07/02/2017 | 10:49

Última modificação: 07/02/2017 | 17:57

Área em amarelo gera maior preocupação em relação à questão hídrica.

Crédito: Cemaden

A seca na região Nordeste, que já dura cinco anos, pode se agravar ainda mais entre fevereiro e abril. É o que indica o documento divulgado nesta segunda-feira (6) após reunião extraordinária do Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Segundo o documento, a probabilidade de chover menos que previsto para o período é de 40%. Já as chances de chuva acima do normal são de apenas 25%. 

Segundo o meteorologista Marcelo Seluchi, do Cemaden, se as chuvas ficarem entre a média histórica ou até 30% abaixo dela, a situação da maioria dos reservatórios de água da parte norte do Nordeste não terá recuperação significativa nos meses de fevereiro, março e abril, considerada a estação chuvosa do semiárido. "Isso implicará em severos impactos na agricultura e na pecuária e no abastecimento de água para a população", declarou Seluchi. 

Participam do GT especialistas do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e do Centro de Ciências do Sistema Terrestre (CCST) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), além de representantes dos Centros Estaduais de Meteorologia e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Fonte: MCTIC