Plataforma do Reino Unido atua como buscador de políticas públicas

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Plataforma do Reino Unido atua como buscador de políticas públicas

Diretor de ações de governo eletrônico britânico compartilhou experiências em palestra no Seminário Internacional Brasil 100% Digital.

por Ascom do MCTI

Publicação: 23/04/2015 | 19:28

Última modificação: 24/04/2015 | 19:36

O diretor de Desempenho e Provisionamento do Serviço Digital do Governo do Reino Unido (GDS, na sigla em inglês), Richard Sargeant, apresentou a plataforma Gov.UK, criada para centralizar informações e responder aos cidadãos britânicos sobre políticas públicas, em palestra nesta quinta-feira (23), durante o Seminário Internacional Brasil 100% Digital, aberto pela manhã.

Segundo Sargeant, o portal lançado em outubro de 2012 funciona como um ponto de contato para unificar conteúdo de centenas de sites de agências, departamentos e ministérios do governo britânico. "O Gov.UK coloca todas as informações no mesmo lugar e facilita a vida das pessoas, que não precisam conhecer toda a estrutura governamental para ter uma questão respondida", explicou. "Resumindo, o que nós precisamos fazer é não apenas criar serviços, mas desenvolver plataformas sobre esses serviços."

Ele ilustrou o serviço com uma possível dúvida de cidadãos, jornalistas ou servidores públicos. "Poderia haver uma pergunta: o que o governo britânico está fazendo para solucionar problemas associados a gangues criminosas? Para achar a resposta a essa questão, antes de a plataforma ser implementada, você teria que procurar e analisar diversas fontes, como os departamentos da Educação ou de Trabalho e Pensões, o Conselho de Jovens, a polícia etc. Se você quisesse saber o que o governo estava fazendo, você não seria capaz de descobrir. A resposta não produzia certezas sobre o que o governo fazia."

Até 2012, o governo britânico contabilizava milhões de buscas por mês em centenas de portais com aparências e recursos de navegação distintos entre si. O portal Gov.UK tem como mote ser o "melhor lugar para encontrar serviços governamentais e informações de forma mais simples, clara e rápida".

Sargeant contou que o Reino Unido está reformando seus serviços públicos e escolheu como prioridade um registro eletrônico para suas eleições gerais, marcadas para 7 de maio, quando a população vai às urnas para selecionar o 56º Parlamento do Reino Unido. "Esse e outros serviços foram significativamente redesenhados, repensados, refeitos – e nós colocamos no coração das novidades a necessidade do usuário, e não a estrutura do governo."

Estônia

O diretor executivo da Academia de Governança Eletrônica (eGA, na sigla em inglês), Arvo Ott, expôs uma visão geral da trajetória da Estônia para construir seu governo eletrônico – processo iniciado há 20 anos. "A eGA tem objetivo de transferir a nossa experiência para outros países. Tem sido um exercício bem interessante", disse. "Somos 1,3 milhão de pessoas, mas o número de serviços varia pouco de uma nação pequena para uma grande. O que diferencia mais é a dificuldade para conciliar ministérios e instituições."

A Estônia possui um dos mais avançados modelos de governo eletrônico e cidadania digital do mundo. Há 15 anos, o parlamento local aprovou uma lei que dá às assinaturas eletrônicas o mesmo peso jurídico que as assinaturas tradicionais em papel. A decisão impulsionou o desenvolvimento da infraestrutura para a prestação de serviços públicos do país europeu.

Brasil 100% Digital

Organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Tribunal de Consta da União (TCU), a Casa Civil e a Secretaria-Geral da Presidência da República, o seminário é a primeira iniciativa para a construção da Agenda para o Brasil Digital, documento que reunirá diretrizes para que o País se torne uma nação avançada no uso de tecnologias digitais.

As palestras, que estão sendo transmitidas ao vivo pela internet, debatem ações desenvolvidas pelo Brasil e experiências internacionais na área de governo eletrônico. Especialistas apresentam iniciativas adotadas em países como Austrália, Canadá, Cingapura, Coreia do Sul, França e Holanda.

Fonte: MCTI