Pansera reforça necessidade de pesquisar cibersegurança com os EUA
Pansera reforça necessidade de pesquisar cibersegurança com os EUA
por Ascom do MCTI
Publicação: 03/12/2015 | 14:22
Última modificação: 09/12/2015 | 11:28
Titular do MCTI enfatizou trabalho de construção de uma política bilateral de ciberssegurança entre Brasil e Estados Unidos.
Crédito: Ascom/MCTI
Pesquisadores brasileiros e norte-americanos iniciaram nesta quinta-feira (3) um diálogo para trocar conhecimento e estabelecer projetos de cooperação em áreas estratégicas de tecnologias da informação e comunicação (TICs). O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, destacou o trabalho de construção de uma política bilateral de cibersegurança, na abertura do 1º Workshop Brasil-Estados Unidos em Segurança Cibernética e Privacidade na Internet, que segue até sexta-feira (4), na Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos da Universidade de Brasília (Finatec/UnB), em Brasília (DF).
"Quando a gente pensa na dimensão que a internet ganha na vida de todos, no que pode gerar para o futuro da humanidade, nos deparamos com a sua importância para a geração de riqueza nos últimos anos", disse o ministro. "A economia mundial se reinventou a partir do surgimento da internet e das atividades que giram em torno dela. Os ciberpiratas estão aí e nós temos que defender os espaços e as políticas públicas, mas também o setor produtivo, que precisa cada vez mais de defender suas informações, porque informação é riqueza e é poder. Podem contar com o MCTI para avançar neste segmento", continuou.
Pansera enfatizou que o Brasil redobrou suas atenções à cibersegurança após denúncias de espionagem internacional. O ministro recordou a visita oficial da presidenta Dilma Rousseff ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em junho deste ano: "Lá, surgiu esse compromisso de construir uma política de segurança cibernética, em função das demandas cada vez mais crescentes na área", ressaltou.
Na visão do conselheiro econômico da Embaixada dos EUA no Brasil, Douglas Climan, a segurança cibernética é uma questão fundamental para as economias dos dois países. "A indústria da internet responde por grande parte do PIB [Produto Interno Bruto] dos Estados Unidos", afirmou. "Enquanto isso, o Brasil está aumentando a conexão, com mais de 100 milhões de pessoas online. Donos de uma cultura bastante criativa e empreendedora, os brasileiros têm olhado a internet como uma ferramenta de empoderamento e enriquecimento", afirmou.
Climan ressaltou que as nações compartilham desafios em ciberdefesa. "Para as duas economias prosperarem, temos que garantir a segurança da informação", comentou o conselheiro. "Nós somos líderes em governança da internet, e o que nós fazemos com relação a isso, inclusive as discussões desse workshop, têm o potencial de impactar a vida em volta do globo."
Financiamento
Para o secretário de Política de Informática do MCTI, Manoel Fonseca, o mundo vive a era da sociedade da informação. "A segurança é uma questão de soberania dos povos e das nações que hoje se encontram conectados", apontou. De acordo com ele, o governo brasileiro trata o assunto como prioridade desde 2014. "É um dos eixos de investimento que temos em pesquisa, seja por nós ou pelo Ministério da Defesa. Essa cooperação com os Estados Unidos é um primeiro passo dentro dessa priorização."
Segundo Fonseca, o MCTI busca recursos para investir cada vez mais em pesquisas para a área. Ele lembrou a proposta de empréstimo de US$ 2 bilhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), dividido em um período de seis anos. O secretário detalhou que o dinheiro seria usado para desenvolver, basicamente, eixos de segurança alimentar, cibernética, energética e hídrica.
O diretor do Programa de Segurança de Ciberespaço da Fundação Nacional de Ciência dos EUA (NSF, na sigla em inglês), Jeremy Epstein, observou que a NSF é a principal agência financiadora do país em ciência da computação. "A nossa meta, ao participar desse workshop é buscar oportunidades de ampliar o alcance internacional dessas pesquisas. Esse esforço envolve vários países e com certeza o Brasil está no centro do debate", enfatizou.
Também participaram da mesa de abertura o diretor de Temas Científicos e Tecnológicos do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Benedicto Fonseca Filho, e o assessor de Assuntos Internacionais da UnB, Eiiti Sato.
Realizado pela Secretaria de Política de Informática do MCTI (Sepin), com apoio da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e da UnB, o workshop tem objetivo de agrupar pesquisadores para discutir os desafios da área e promover colaborações bilaterais. A segunda edição do evento está marcada para 6 a 8 de abril de 2016, no Estado norte-americano da Flórida.
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