Palestrantes mostram diversidade de uso de dados abertos
Palestrantes mostram diversidade de uso de dados abertos
por Ascom do MCTI
Publicação: 24/04/2015 | 19:21
Última modificação: 28/04/2015 | 18:24
Usos como monitoramento do sistema educacional, combate à corrupção e apoio à participação social foram abordados na mesa-redonda sobre análise de dados de serviços e políticas públicas que encerrou o Seminário Internacional Brasil 100% Digital, na tarde desta sexta-feira (24), em Brasília.
O secretário executivo do Ministério da Educação (MEC), Luiz Cláudio Costa, apresentou o Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). A ferramenta é um portal operacional e de gestão que trata do orçamento e monitoramento das propostas online do Governo Federal na área.
"Somente no ensino superior temos mais de 7 milhões de estudantes. Através do Simec conseguimos realizar o planejamento e acompanhamento orçamentário, e o planejamento e monitoramento estratégico", afirmou o secretário. "Pelo sistema, vemos se as necessidades dos Estados e municípios estão de acordo com as metas do Plano Nacional de Educação", disse.
Ele destacou que a pós-graduação brasileira está entre as melhores do mundo e que o Brasil "talvez seja um dos únicos países do mundo que fazem avaliação em todos os níveis de escolaridade". "A avaliação tem por objetivo melhorar cada vez mais a qualidade dos serviços", pontuou.
Cidadãos no centro
Para a diretora de Coordenação e Governo 2.0 da Divisão de Tecnologia e Contratações do Departamento de Finanças da Austrália, Pia Waugh, a abertura dos dados é sinal de mudança significativa no mundo. "Os dados abertos representam o início da mudança do mundo", disse.
Ela acrescentou que essa relação mais próxima entre o governo e as pessoas coloca cada cidadão no centro da política. "O cidadão deve estar no centro. O governo não está mais no centro das coisas, e sim o cidadão. O governo deve facilitar a vida do cidadão", disse.
Segundo ela, a Austrália partiu de cerca de 500 conjuntos de dados há dois anos para mais de 5 mil dados abertos em 2015. "E no final do ano devemos ter aproximadamente 10 mil", destacou. "Temos baixíssima corrupção na Austrália, mas podemos reduzir os índices ainda mais fazendo uso desses dados", acrescentou. "A inovação verdadeira se dá quando você coloca os dados lá fora e vê o que as pessoas podem fazer com essas informações."
Informação
Para a consultora e instrutora em jornalismo de dados Eva Constantaras, da organização turca Internews Network, o serviço prestado pelos jornalistas é essencial para auxiliar o público no entendimento e tomada de decisões. "Pegamos os dados e os jornalistas fazem o seu papel público. O jornalista tem que ajudar o público a tomar as melhores decisões", defendeu.
A mesa-redonda foi moderada pelo secretário de Gestão de Informações para o Controle Externo do Tribunal de Contas União (TCU), Wesley Vaz.
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