Ministro discute futuro da base de Alcântara com governador do Maranhão

Aeroespacial

Ministro discute futuro da base de Alcântara com governador do Maranhão

Flávio Dino convidou Celso Pansera a visitar o centro de lançamento de foguetes, em busca de diálogo que defina novos rumos para o Programa Espacial Brasileiro. Segundo ele, assunto é fundamental para a soberania e o desenvolvimento da ciência no Brasil.

Por Ascom do MCTI

Publicação: 25/11/2015 | 00:21

Última modificação: 26/11/2015 | 19:44

Na audiência com ministro Celso Pansera, governador do Maranhão pede a retomada dos projetos de pesquisa no Centro de Lançamento de Alcântara.

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O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, recebeu nesta quarta-feira (25) o governador do Maranhão, Flávio Dino, que abordou a necessidade de se definir um novo papel para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), após a rescisão do acordo de cooperação aeroespacial entre Brasil e Ucrânia. Na audiência, o governador também citou as dificuldades enfrentadas pelo estado na formação de cientistas.

"A continuidade dos projetos de pesquisa na base de Alcântara é um tema de alto interesse para o Maranhão", disse o governador. "Consideramos uma questão essencial para a soberania e o desenvolvimento da ciência e da tecnologia do País. Por isso, convidei o ministro Pansera para visitar o centro de lançamento de foguetes, junto com o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, a fim de articular um diálogo, porque é preciso uma nova orientação, que substitua o acordo rescindido e norteie um caminho para o Programa Espacial Brasileiro."

Segundo Dino, desde a formalização do rompimento do pacto bilateral, em julho, o CLA vem lançando foguetes com experimentos meteorológicos, para manter suas atividades. "Eu penso que é preciso, neste momento, ter um novo caminho que viabilize a base, inclusive comercialmente, porque ela tem uma localização estratégica privilegiadíssima. Já houve um imenso investimento, com décadas de pesquisa e a criação de artefatos aeroespaciais", afirmou.

Na visão do governador, o Brasil teria como alternativas desenvolver um programa autônomo, "que demandaria uma série de investimentos", ou um novo acordo internacional. "Para isso, é importante que a comunidade científica brasileira, organizada em torno do MCTI e do Ministério da Defesa, aponte um rumo claro, porque isso é fundamental para o Brasil e para o Maranhão."

Formação

O governador do Maranhão também reiterou a carência na formação de pesquisadores no estado. "Nossos projetos abrangem programas de difusão científica, voltados a alunos de ensino médio, a estruturação do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão [Iema] e a cooperação entre o Governo federal e as universidades, porque infelizmente o nosso estado tem o menor número de mestres e doutores do País, em termos proporcionais, e precisamos do apoio de órgãos de fomento para reverter essa situação de desigualdade regional."

Fonte: MCTI