MCTIC apresenta tecnologias de baixo carbono para país reduzir emissões de gases

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MCTIC apresenta tecnologias de baixo carbono para país reduzir emissões de gases

O projeto Opções de Mitigação, apresentado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, é uma espécie de "cardápio" que o MCTIC oferece para o governo como subsídio para as decisões sobre emissões.

Por Ascom do MCTIC

Publicação: 07/12/2016 | 10:40

Última modificação: 08/12/2016 | 15:25

Coordenador-geral do Clima do MCTIC, Marcio Rojas apresentou o projeto Opções de Mitigação no Inpa.

Crédito: Inpa

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) apresentou nesta terça-feira (6), em Manaus (AM), uma série de tecnologias de baixo carbono que fazem parte do projeto para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em setores-chave da economia brasileira. A iniciativa é da Coordenação Geral do Clima e conta com recursos do Global Environment Facility (GEF) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

"O projeto Opções de Mitigação estuda uma série de tecnologias de baixo carbono que ainda estão em fase de inovação e gera cenários de emissões para até 2050. É uma espécie de cardápio que o MCTIC, juntamente com outros ministérios, oferece para o governo federal como subsídio para as decisões a serem tomadas com base em dados científicos disponíveis", afirmou no coordenador-geral do Clima do MCTIC, Márcio Rojas, durante o evento no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Segundo ele, o objetivo do projeto Opções de Mitigação é auxiliar a tomada de decisão do governo e setores envolvidos sobre ações que potencialmente reduzam emissões de gases de efeito estufa nos setores-chaves da economia brasileira: indústria, energia, transporte, edificações, agricultura, florestas e outros usos da terra, gestão de resíduos e alternativas intersetoriais.

O projeto, apresentado em outras capitais, também busca apresentar iniciativas estaduais de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e abordar as opções de mitigação disponíveis em uma perspectiva setorial, com enfoque nos potenciais e custos de implementação, assim como instrumentos de política pública capazes de viabilizar a transição para uma economia de baixo carbono. 

"Recentemente tivemos ratificação do Acordo do Paris que sinalizou a necessidade de que a ambição global dê um passo à frente e se torne um pouco mais ambiciosa. A meta agora é não permitir que a superfície da Terra tenha a sua temperatura aumentada em um grau e meio", ressaltou Rojas.

Ele explicou que, no âmbito do Acordo de Paris, os países estipulam seus compromissos e se comprometem voluntariamente a cumprir com a meta. Para entrar em vigor, o Acordo teria que ser ratificado pelos 55 países que deveriam responder por 55% das emissões de gases de feito estufa no globo terrestre. "No quesito das emissões sabíamos que esse compromisso seria um pouco mais delicado de ser alcançado de forma ágil", avaliou Rojas. "Foi com surpresa que vimos grandes potências, como os Estados Unidos, China e Índia e o próprio Brasil ratificarem o Acordo."

Segundo Rojas, nesse cenário e para contribuir com o compromisso assumido pelo Brasil na redução das emissões, além do projeto Opções de Mitigação, o MCTIC tem o Sistema de Registro Nacional de Emissões (Sirene), uma ferramenta que possibilita o entendimento sobre o perfil e tendências de emissões do Brasil, ponto de partida para a tomada de decisão sobre ações de redução de emissões.

Fonte: Inpa