Estudantes do CRC ampliam contato com tecnologia na Campus Party, em Brasília (DF)

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Estudantes do CRC ampliam contato com tecnologia na Campus Party, em Brasília (DF)

Iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o Centro de Recondicionamento de Computadores do Gama, região administrativa do DF, levou 48 alunos e instrutores para uma visita guiada ao evento.

Por Ascom do MCTIC

Publicação: 16/06/2017 | 16:56

Última modificação: 22/06/2017 | 18:30

Alunos do CRC aproveitaram passagem pela Campus Party Brasília para agregar mais conhecimento.

Crédito: Ascom/MCTIC

Alunos do Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC) do Gama (DF) conheceram, nesta sexta-feira (16), a Campus Party Brasília, considerada a maior experiência tecnológica do mundo. A atividade integra a programação do estande do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) no festival, realizado pela primeira vez na capital federal, até domingo (18), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Para o gerente técnico do CRC Gama, Marcus Carneiro Lopes, a visita guiada ajudou a ampliar a visão de 48 alunos e instrutores. "Em vários casos, o primeiro contato desses meninos com tecnologia aconteceu lá no próprio CRC", comentou. "Assim, a Campus Party é uma oportunidade de a gente expandir horizontes, mostrar situações do mercado, atualizá-los e indicar caminhos sobre o que fazer ou produzir, além de contribuir para aumentar a inovação no nosso Centro de Recondicionamento de Computadores."

Os CRCs compõem um programa do Departamento de Inclusão Digital do MCTIC. A ação promove a formação de jovens em situação de vulnerabilidade social, por meio de cursos, oficinas e outras atividades. Os computadores recuperados são doados para laboratórios de bibliotecas, escolas públicas, pontos de inclusão digital e telecentros. O projeto também promove a conscientização sobre o descarte adequado de resíduos eletroeletrônicos.

Segundo Lopes, na região administrativa do Distrito Federal, a maioria dos alunos do programa é de estudantes de escolas públicas do Gama e de municípios goianos próximos, e têm entre 14 e 29 anos. O CRC oferece os cursos de Manutenção e Operador de Microcomputador.

"As aulas são gratuitas e ocorrem duas vezes por semana, por dois meses e meio, somando 80 horas. No caso de Manutenção, há 20 horas adicionais só de prática", informou o gerente técnico. "É um espaço voltado para o mercado de trabalho. A ideia é que esses meninos peguem máquinas cuja arquitetura não conheçam muito bem ou não tenham acesso, para que tentem resolver problemas. No nosso projeto, inclusive, temos ex-alunos como instrutores."

Matriculado no curso de Manutenção, o estudante Abel Vieira, de 15 anos, destacou a diversidade tecnológica da Campus Party. "Foi uma experiência muito boa, porque acarretou conhecimento que nós não encontramos no dia a dia", avaliou o rapaz, aluno do 1º ano no Centro de Ensino Médio 03 do Gama (CEM 03). "Essa visita ajudou a ampliar a nossa visão da tecnologia criada atualmente no mundo, geralmente não exposta para nós por meio das mídias sociais."

Já o estudante Matheus Magalhães, de 16 anos, do 2º ano no Centro de Ensino Médio 02 do Gama (CEM 02), enxergou na Campus Party uma oportunidade para refletir sobre o futuro. "Conhecemos tecnologias novas e aprendemos mais. Como eu faço o curso de operador de microcomputador no CRC, eu gosto bastante dessa área. Aí eu quero me aprofundar, para ver se isso é mesmo o que eu quero para a minha vida. Acho muito legal que existam programas [governamentais] que ajudem pessoas interessadas a seguir nessa carreira."

O CRC Gama funciona desde 2007 e é gerido pela Associação de Apoio à Família, ao Grupo e à Comunidade (Afago-DF). Por meio de convênios, o MCTIC apoia hoje outros nove centros em regiões metropolitanas pelo Brasil, em Belém (PA), Curitiba (PR), João Pessoa (PB), Maracanaú (CE), Petrolina (PE), Porto Alegre (RS), Recife (PE), São Paulo (SP) e Valparaíso (GO).

Estande

A visita guiada integrou a programação do Palco MCTIC, espaço montado em parceria com a Associação Brasileira de Startups e Empreendedores Digitais (Asteps) e a Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O estande se localiza ao lado da entrada principal da Campus Party, na área Open Campus, com acesso gratuito ao público.

No Palco MCTIC, a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) apresenta cursos da plataforma Brasil Mais TI. A Agência Espacial Brasileira (AEB) realizou uma palestra do primeiro astronauta civil brasileiro, Pedro Nehme, e vai abordar no sábado (17), às 12h, a questão sobre lançadores de foguetes. Já a Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas (CIH) promoveu, na quinta-feira (15), um fórum com participação do diretor de Inclusão Digital, Américo Bernardes. A agenda do estande envolveu, ainda, atividades da Asteps, do Departamento de Políticas e Programas para Inclusão Social do MCTIC, da empresa Axiés Jogos Inteligentes e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR).

A Open Campus se destina à parcela do público que não conseguiu ingressos para a Arena, área principal do evento. A programação gratuita inclui palestras e workshops sobre empreendedorismo, uma série de simuladores, partidas de hóquei entre robôs, a etapa brasiliense do Campeonato Brasileiro de Drones e apresentações de trabalhos acadêmicos e startups com ideias inovadoras.

Os cinco palcos da Campus Party reúnem especialistas nacionais e globais em temas como ciência, tecnologia, internet, empreendedorismo e arte multimídia. A organização espera cerca de 40 mil visitantes para os cinco dias do festival, sendo quatro mil campuseiros, como são chamados os participantes que acampam no local. A Telebras fornece conexão à internet de 20 gigabits por segundo.

A Campus Party atrai jovens  em busca de inovação, criatividade, ciência, empreendedorismo e universo digital. Realizado pela primeira vez em 1997, na Espanha, o evento conta hoje com mais de 475 mil campuseiros cadastrados em todo mundo e já gerou edições em países como África do Sul, Alemanha, Argentina, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Holanda, Panamá, Reino Unido e Singapura. O festival está presente no Brasil há dez anos.

Fonte: MCTIC