Diretor destaca papel do Inpe como indutor do setor espacial brasileiro

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Diretor destaca papel do Inpe como indutor do setor espacial brasileiro

Leonel Perondi se reuniu com o ministro Celso Pansera nesta terça-feira (22) e destacou capacidade do País em desenvolver e sustentar o ciclo de satélites, além do avanço tecnológico na área.

por Ascom do MCTI

Publicação: 22/12/2015 | 18:03

Última modificação: 29/12/2015 | 17:03

Satélite Cbers-4 passou para o comando operacional do Inpe em novembro deste ano.

Crédito: Inpe/Divulgação

O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI), Leonel Perondi, se reuniu nesta terça-feira (22) com o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera. O dirigente destacou ao titular do MCTI que o Inpe tem o papel de ser um dos indutores do desenvolvimento do setor espacial brasileiro, além de elencar os avanços feitos pelo Instituto em 2015 e os desafios esperados para 2016.

Os satélites do programa CBers, desenvolvidos em parceria com a China, são um exemplo desta prerrogativa, segundo Perondi. Ele ressaltou que o Brasil, agora, obtém o conhecimento de todas as etapas necessárias para que os equipamentos cheguem ao espaço e possam fornecer dados. Em novembro, o comando de operações do CBers-4 passou para o Inpe. O equipamento já fornece imagens do território brasileiro que podem ser utilizadas para diversos fins.

"Estamos chegando na fase operacional de um programa que levou dez anos para que nós concluíssemos e que tivemos todo o ciclo, desde a parte inicial, da concepção, chegando ao projeto, fabricação, lançamento e, agora, operação em órbita desse satélite. Então, o Brasil, com o CBers-4 operacional, demonstra que adquiriu a capacitação para desenvolver o ciclo de vida completo do sistema espacial no País, com grande participação da indústria espacial", afirmou Leonel Perondi.

O programa com os chineses será continuado em breve, com a construção do CBers-4A. O equipamento será montado com peças sobressalentes dos satélites anteriores CBers-3 e CBers-4. A expectativa é que ele possa ser lançado ao espaço em até dois anos. "É um projeto que nós esperamos que tenha impacto sobre a indústria espacial no Brasil, na sua capacitação", explicou.

Amazônia-1

Leonel Perondi destacou ainda o projeto Amazônia-1. O satélite de órbita polar vai gerar imagens da Terra a cada quatro dias e permitirá a melhora nos dados de alerta de desmatamento na Amazônia em tempo real.

"O Amazônia 1 encontra-se em andamento. Ele foi projetado no âmbito do Inpe com apoio da AEB [Agência Espacial Brasileira] e também contrata indústrias. A previsão é que a fabricação, o término e seu lançamento aconteçam até 2018. Esse é um dos grandes projetos sobre os quais falamos com o ministro nesse período", disse Perondi.

Fonte: MCTI